User Profile
Add Friend
Add Note
Track User
Send V-Gift
o perigo iminente de uma existência
Created on 2001-07-13 07:17:22 (#245277), last updated 2009-09-18
608 comments received, 1,322 comments posted
Plus Account [Gift]
172 Journal Entries, 0 Tags, 2 Memories, 0 Virtual Gifts, 3 Userpics
| Name: | † |
|---|---|
| Website: | OUTRO MUNDO |
No cemitério,
à noite,
enquanto refletia,
levada ali por pensamentos obscuros,
mortos vieram me sugar a alma
e num instante eu pude ver corpos debaixo de terra,
onde a escuridão perdera toda a sua cor
e a umidade implacável acolhia os vermes.
Montanhas de ossos sujos me sufocaram e levaram meu corpo fétido indefeso.
Lá,
nenhuma beleza existia
e ferros gélidos tetânicos pontiagudos me perfuravam as chagas.
E assim permaneci...
não sem desejar a morte.
Nenhuma anestesia,
nenhuma súplica saída de minha garganta corroída
ou dos meus olhos servidos aos vermes.
Foram sufocadas todas as minhas lembranças e melancolias,
restando a dor, o pavor e a amargura.
A solidão horrenda a me lamber com língua de vômito
e a gargalhar tenebrosamente feito latido eterno de um cão raivoso.
Eu morta estava, e o que fazer?
Nunca mais dormi.
Sonhar não posso
e contar a ti o que sucede,
como,
se me arrancaram a língua?
Ali a vida não pousa.
Nenhum pássaro para mensagear o fato.
E o que fazer?
Minha mente torturada até a exaustão,
enlouquecida já,
até hoje me perturba.
Assombrada, desejo a morte!
Eu morta estou;
e o que fazer?!
à noite,
enquanto refletia,
levada ali por pensamentos obscuros,
mortos vieram me sugar a alma
e num instante eu pude ver corpos debaixo de terra,
onde a escuridão perdera toda a sua cor
e a umidade implacável acolhia os vermes.
Montanhas de ossos sujos me sufocaram e levaram meu corpo fétido indefeso.
Lá,
nenhuma beleza existia
e ferros gélidos tetânicos pontiagudos me perfuravam as chagas.
E assim permaneci...
não sem desejar a morte.
Nenhuma anestesia,
nenhuma súplica saída de minha garganta corroída
ou dos meus olhos servidos aos vermes.
Foram sufocadas todas as minhas lembranças e melancolias,
restando a dor, o pavor e a amargura.
A solidão horrenda a me lamber com língua de vômito
e a gargalhar tenebrosamente feito latido eterno de um cão raivoso.
Eu morta estava, e o que fazer?
Nunca mais dormi.
Sonhar não posso
e contar a ti o que sucede,
como,
se me arrancaram a língua?
Ali a vida não pousa.
Nenhum pássaro para mensagear o fato.
E o que fazer?
Minha mente torturada até a exaustão,
enlouquecida já,
até hoje me perturba.
Assombrada, desejo a morte!
Eu morta estou;
e o que fazer?!
by myself.
Friends [View Entries]
Communities [View Entries]
Feeds [View Entries]